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08/02/10 - O problema do esgoto clandestino nos córregos de Goiânia

Mesmo com a inauguração da ETE e a ampliação na coleta do esgoto, as ligações clandestinas continuam provocando estragos nos córregos de Goiânia

Fonte: MeiaPonte.Org

Com a inauguração da estação de tratamento de esgoto ETE Goiânia em 2004 parecia finalmente estar resolvido os problemas de mau cheiro, nos córregos e rios, que tanto afligiam o goianiense, principalmente na época da estiagem. Ficou apenas na promessa. Os esforços para combater os problemas dos lançamentos clandestinos de esgoto nos córregos da capital não são suficientes e o problema continua até hoje. Quem passa por exemplo sobre a ponte do córrego Cascavel na Avenida Castelo Branco, no Setor Campinas, percebe um forte odor exalado por suas águas. A lista de agressores é grande: curtumes, frigorificos, fábricas de refrigerantes, laboratórios, postos de combustíveis, hospitais, confecções, residencias, todos engrossando a triste estatística da degradação do manancial.

Geralmente essas empresas utilizam a rede pluvial, que serve exclusivamente para transportar a água da chuva, para afastar seus resíduos, principamente quando não existe a rede de esgoto na região e essas pessoas ou empresas não querem investir em fossas sépticas ou estações de tratamento de resíduos gerados. Estranhamente em alguns casos, mesmo existindo rede coletora de esgoto  atendendo a região, os proprietários dos estabelecimentos insistem em fazer a interligação com a rede pluvial que desemboca diretamente nos cursos d'água. Como resultado estes resíduos são lançados sem nenhum tratamento dentro deles. Mais estranho ainda é descobrir que a maioria dessas empresas são reincidentes, ou seja, por mais que sejam punidas, não deixam de cometer o mesmo crime. Dificil acreditar que em uma cidade que atende cerca de 80% de sua população com coleta e tratamento de esgoto ainda existam situações graves de contaminação dos córregos, com o consequente descarte de suas águas, impossibilitando seu uso para qualquer fim, desperdiçando um recurso escasso na natureza e gastando vultuosas somas de dinheiro para trazer água de longas distâncias, ainda não deterioradas pela ação do homem.

Nem mesmo peixes resistentes são capazes de suportar certos tipos de resíduos, já que muitos contém inúmeras substâncias que podem provocar diversos males, como metais pesados que entram na cadeia alimentar e podem chegar até nossas mesas. Infelizmente esse é um problema de dificil identificação e combate, e cabe à Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) fiscalizar e detectar estas ligações. Também é muito importante que a sociedade participe, e denuncie aos orgãos competentes este tipo de ação lesiva ao meio ambiente, como forma de colaborar para a solução definitiva deste grave problema.

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O problema do esgoto clandestino nos córregos de Goiânia

Mesmo com a inauguração da ETE e a ampliação na coleta do esgoto, as ligações clandestinas continuam provocando estragos nos córregos de Goiânia

Por MeiaPonte.Org

Com a inauguração da estação de tratamento de esgoto ETE Goiânia em 2004 parecia finalmente estar resolvido os problemas de mau cheiro, nos córregos e rios, que tanto afligiam o goianiense, principalmente na época da estiagem. Ficou apenas na promessa. Os esforços para combater os problemas dos lançamentos clandestinos de esgoto nos córregos da capital não são suficientes e o problema continua até hoje. Quem passa por exemplo sobre a ponte do córrego Cascavel na Avenida Castelo Branco, no Setor Campinas, percebe um forte odor exalado por suas águas. A lista de agressores é grande: curtumes, frigorificos, fábricas de refrigerantes, laboratórios, postos de combustíveis, hospitais, confecções, residencias, todos engrossando a triste estatística da degradação do manancial.

Geralmente essas empresas utilizam a rede pluvial, que serve exclusivamente para transportar a água da chuva, para afastar seus resíduos, principamente quando não existe a rede de esgoto na região e essas pessoas ou empresas não querem investir em fossas sépticas ou estações de tratamento de resíduos gerados. Estranhamente em alguns casos, mesmo existindo rede coletora de esgoto  atendendo a região, os proprietários dos estabelecimentos insistem em fazer a interligação com a rede pluvial que desemboca diretamente nos cursos d'água. Como resultado estes resíduos são lançados sem nenhum tratamento dentro deles. Mais estranho ainda é descobrir que a maioria dessas empresas são reincidentes, ou seja, por mais que sejam punidas, não deixam de cometer o mesmo crime. Dificil acreditar que em uma cidade que atende cerca de 80% de sua população com coleta e tratamento de esgoto ainda existam situações graves de contaminação dos córregos, com o consequente descarte de suas águas, impossibilitando seu uso para qualquer fim, desperdiçando um recurso escasso na natureza e gastando vultuosas somas de dinheiro para trazer água de longas distâncias, ainda não deterioradas pela ação do homem.

Nem mesmo peixes resistentes são capazes de suportar certos tipos de resíduos, já que muitos contém inúmeras substâncias que podem provocar diversos males, como metais pesados que entram na cadeia alimentar e podem chegar até nossas mesas. Infelizmente esse é um problema de dificil identificação e combate, e cabe à Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) fiscalizar e detectar estas ligações. Também é muito importante que a sociedade participe, e denuncie aos orgãos competentes este tipo de ação lesiva ao meio ambiente, como forma de colaborar para a solução definitiva deste grave problema.

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Cléber Oliveira
O problema é sério. É preciso que os orgãos competentes lancem uma campanha através da televisão e rádio mostrando nossos mananciais e convocando a população para ajudar na preservação dos mesmos. Necessário se faz também que nossos mananciais sejam obrigatoriamente, tema de estudos na escolas de ensino fundamental da rede municipal de Goiânia. Antes de começar a preservar é preciso que haja uma cultura de preservação. É isso.