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Por um córrego vivo - Córrego Cascavel

Fonte: Ernesto Renovato
Em: 10/10/09

Desde o  ano de 2004, com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dr. Hélio Seixo de Britto, Goiânia passou a contar com três estações de tratamento de esgoto. Apesar de a cidade coleta 80% de seu esgoto, apenas 75% deste total é tratado. Atualmente seus principais córregos e rios possuem interceptores que coletam e levam para as ETEs os resíduos que antes eram descartados in natura nos cursos d’água, acabando com qualquer possibilidade de vida mais complexa em seu interior e fazendo com que a população passasse a ter uma completa repulsa por eles.

Pois bem, um caso que quero exemplificar aqui é o do córrego Cascavel. O córrego nasce na Vila Rosa, bairro da região Central da Capital e percorre alguns quilometros até chegar à sua foz no ribeirão Anicuns, na Vila Irany, região Campinas. Recentemente este manancial ganhou um parque de quatro quilômetros de extensão. Os problemas ambientais que o assolavam, a partir da construção do parque, já diminuiram de forma significativa, visto que o córrego estava sofrendo diversas agressões, como ocupação irregular, lançamento de esgoto in natura, acúmulo de lixo e erosões.

Além do benefício de termos mais um cenário de cartão portal em nossa cidade, a população passou a admirar o córrego e o parque por sua beleza. Acontece que depois do córrego Cascavel deixa o parque, as agressões antes observadas voltasm a acontecer. No trecho após a ponte da Avenida Guarapari, por exemplo, já é possível se observar um lançamento de esgoto clandestino descendo pela galeria de água pluvial. Algum cidadão sem consciência fez uma ligação  justamente numa tubulação que foi feita para receber água das chuvas, comprometendo a partir daí a qualidade de suas águas.

O interessante é que entre essa avenida e a avenida T-63 existe apenas este lançamento de esgoto, que não descarta grandes quantidades de resíduos. Isso demonstra que falta muito pouco para que no trecho mencionado o Cascavel volte a te águas relativamente limpas, já que no trecho há apenas uma fonte poluidora.
Não vou me alongar mais em detalhes, o que quero que fique claro é que, desde que foi colocado os interceptores nas margens do córrego, o Cascavel não deveria ser mais um córrego poluído, não deveria mais haver lançamento de resíduos em suas águas. O fato é, o córrego ainda está poluído, mas por quê?

Porque a maioria de nós somos passivos, nos contentamos apenas em culpar os políticos, em achar que a culpa dos problemas da cidade é apenas deles. Nos esquecemos que somos cidadãos, que temos direitos, mas também temos deveres. E um desses deveres consiste justamente em denunciar. Não devemos ficar calados diante dos problemas que afligem nossos mananciais, não fiquemos cegos diante de um problema que está bem na frente de nossos olhos, DENUNCIE, faça sua parte.  A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) disponibiliza o TELEFONE VERDE, uma linha direta para denuncias de crimes contra o meio ambiente, por meio do telefone 161. Importante: ao denunciar, tente ser o mais preciso possível em relação as informações que você passar, caso contrário sua denúncia poderá ser invalidada.

Vamos ter orgulho mais uma vez desse córrego que no passado trouxe alegria a tantas pessoas. Vrevitalizar nossa cidade, um córrego de águas limpas motiva as pessoas a querer virar de frente para ele e a contemplar sua paisagem.  O não lançamento de esgoto é só o primeiro passo. Após tantos anos de completa selvageria em suas margens, não será do dia para a noite que os problemas serão resolvidos. Fica a dica.



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Por Ernesto Renovato

Desde o  ano de 2004, com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Dr. Hélio Seixo de Britto, Goiânia passou a contar com três estações de tratamento de esgoto. Apesar de a cidade coleta 80% de seu esgoto, apenas 75% deste total é tratado. Atualmente seus principais córregos e rios possuem interceptores que coletam e levam para as ETEs os resíduos que antes eram descartados in natura nos cursos d’água, acabando com qualquer possibilidade de vida mais complexa em seu interior e fazendo com que a população passasse a ter uma completa repulsa por eles.

Pois bem, um caso que quero exemplificar aqui é o do córrego Cascavel. O córrego nasce na Vila Rosa, bairro da região Central da Capital e percorre alguns quilometros até chegar à sua foz no ribeirão Anicuns, na Vila Irany, região Campinas. Recentemente este manancial ganhou um parque de quatro quilômetros de extensão. Os problemas ambientais que o assolavam, a partir da construção do parque, já diminuiram de forma significativa, visto que o córrego estava sofrendo diversas agressões, como ocupação irregular, lançamento de esgoto in natura, acúmulo de lixo e erosões.

Além do benefício de termos mais um cenário de cartão portal em nossa cidade, a população passou a admirar o córrego e o parque por sua beleza. Acontece que depois do córrego Cascavel deixa o parque, as agressões antes observadas voltasm a acontecer. No trecho após a ponte da Avenida Guarapari, por exemplo, já é possível se observar um lançamento de esgoto clandestino descendo pela galeria de água pluvial. Algum cidadão sem consciência fez uma ligação  justamente numa tubulação que foi feita para receber água das chuvas, comprometendo a partir daí a qualidade de suas águas.

O interessante é que entre essa avenida e a avenida T-63 existe apenas este lançamento de esgoto, que não descarta grandes quantidades de resíduos. Isso demonstra que falta muito pouco para que no trecho mencionado o Cascavel volte a te águas relativamente limpas, já que no trecho há apenas uma fonte poluidora.
Não vou me alongar mais em detalhes, o que quero que fique claro é que, desde que foi colocado os interceptores nas margens do córrego, o Cascavel não deveria ser mais um córrego poluído, não deveria mais haver lançamento de resíduos em suas águas. O fato é, o córrego ainda está poluído, mas por quê?

Porque a maioria de nós somos passivos, nos contentamos apenas em culpar os políticos, em achar que a culpa dos problemas da cidade é apenas deles. Nos esquecemos que somos cidadãos, que temos direitos, mas também temos deveres. E um desses deveres consiste justamente em denunciar. Não devemos ficar calados diante dos problemas que afligem nossos mananciais, não fiquemos cegos diante de um problema que está bem na frente de nossos olhos, DENUNCIE, faça sua parte.  A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) disponibiliza o TELEFONE VERDE, uma linha direta para denuncias de crimes contra o meio ambiente, por meio do telefone 161. Importante: ao denunciar, tente ser o mais preciso possível em relação as informações que você passar, caso contrário sua denúncia poderá ser invalidada.

Vamos ter orgulho mais uma vez desse córrego que no passado trouxe alegria a tantas pessoas. Vrevitalizar nossa cidade, um córrego de águas limpas motiva as pessoas a querer virar de frente para ele e a contemplar sua paisagem.  O não lançamento de esgoto é só o primeiro passo. Após tantos anos de completa selvageria em suas margens, não será do dia para a noite que os problemas serão resolvidos. Fica a dica.

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